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Archive for the ‘Frases de criança’ Category

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Ayla é minha sobrinha de 3 anos. Uma verdadeira e autêntica “Menina de 3”. Para quem não sabe, “Menina de 3” é o título do livro que publiquei pela editora Letras Brasileiras há mais de 10 anos. Quando o escrevi, minha filha Júlia tinha essa idade, época deliciosa de sua vida, cujas memórias guardo em um espaço especial no coração.

Hoje Júlia tem 16, e chegou a vez da Ayla. Ayla veio para colorir nosso mundo e, de quebra, incentivou-me a escrever aqui no blog de novo. Por isso, o post de hoje conta uma história engraçadinha dela.

Outro dia, ela desenhava a sua babá Beth na lousa branca que ganhou. Depois de um tempo, resolveu desmanchar o desenho com uma flanela.

Sua mãe, surpresa, exclamou:

–  Ayla, que dó! Você apagou a Beth, coitadinha!

E a Ayla, mas do que depressa, explicou, mostrando o que tinha nas mãos:

– Não, mamãe! Ela tá aqui, no paninho!!!! =)

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Ontem foi um dia feliz. O Colégio Sagrado Coração de Maria aqui de BH (turma do segundo período) me convidou para um bate-papo na escola durante a feira do livro. Tive o prazer de conversar com uma alegre turminha de “meninos e meninas de 5” sobre o meu livro “Menina de 3”. Eles fizeram um projeto literário baseado no meu livro, e estavam de prontidão para me fazerem mil perguntas com um microfone colorido que as professoras Dani e Fernanda fizeram.

-Quanto tempo demora pra fazer um livro? Qual o seu próximo livro? Você estudou muito para escrever esse livro? A Menina de Três é sua filha? Quem fez os desenhos do seu livro?

Ah, delícia… Como é bom ter esse contato com as crianças. O parte dura foi ouvir de um aluninho, que ao ver minha foto na página final do livro,soltou essa pérola:

-Luiza, você ERA muito bonita!

=D

 

 

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Minha madrinha Cida tem uma amiga que se chama Giselda e que mora na Ilha da Madeira.

A Giselda chama os netos de “pulgas”, e a pulguinha das pérolas abaixo tem apenas 6 anos.

Segue então, para a alegria de vocês, os textos transcritos da Giselda. Boa diversão!

Giselda: Estava Pulga – a baixinha – no colo do avô a olhar o monitor do computador para o Google Earth a ver o mundo a rodar e, ao sintonizar a zona da Covilhã, pergunto-lhe se sabe quem vive ali naquele ponto.
Ignora-me e continua atenta ao monitor. É que nem olha para mim! Não me ouviu? Ó diacho! Volto à carga e, mais alto, lanço a pergunta ao ar, novamente.
”Sabes quem vive ali naquele ponto?” Nada. Não me liga nenhuma. Então, o avô, baixinho ao ouvido, ajuda-a dizendo: “a minha avó.”
E, assim que ouviu a resposta, diz em voz alta, desta feita, olhando para mim.
– A avó do avô!

E a saga continua…

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-Avó, o que é irreverente? – Pergunta a Pulga, a maiveilha, de nove anos.

Eu tento arranjar um adjectivo adequado. Enquanto penso e não penso, a baixinha, a de seis anos, como nem atava nem desatava nada da minha boca, diz:

-Avó, diz então o que é “reverente” que depois a gente entende o que é “irreverente”.

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Final de semana é convite para arrumar a casa. Arrumar a casa é convite para nostalgia.

Mexendo e remexendo nos baús e caixinhas, encontrei um joguinho de frases e desenhos que a turminha de 2o. período da Júlia, minha filha, produziu quando estudavam no Lúcia Casasanta, aqui em BH.

Fiquei emocionada quando, mais uma vez, todas aquelas frases ingênuas e deliciosas da infância encheram meu coração de alegria. Na verdade, são perguntas sobre situações do dia-a-dia, questionamentos dessas crianças que, desde cedo, se preocupam em agir com ética, respeitar o outro e valorizar a boa convivência… Nada mais adequado nesse momento, quando estamos tão próximos de eleger nosso próximo presidente (ou presidenta)…

São perguntas que, ao serem lançadas para a turminha, fazem os coleguinhas pensarem…

Simplesmente não resisti e decidi compartilhar algumas com vocês… Boa diversão! =D

– O que você faria se o colega ficasse “preso” no banheiro? (Lucca P)

É certo colocar o pé na frente do colega quando ele está passando? Por que? (João P)

O que você faria se decepcionasse um colega? (Bernardo)

O que você faria se quebrasse o jogo de xadrez do colega? (Alexandre G)

Como ajudar o colega que quebrou a perna? (Thais)

Quando o colega quer brincar e a gente não quer, o que podemos fazer para alegrá-lo? (Gianlucca)

O que você pode fazer se ao abrir a porta machucar o dedo do colega que estava no chão? (Marina)

– O que dizer ao colega quando pisamos no pé dele sem querer? (Júlia Reis)

– O que dizer a um colega que ficou chateado com você? (Gabriel)

Talvez essa última mesmo os adultos tenham dúvidas para responder…

Boa semana a todos!

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Acho que alguns leitores já estavam com saudades da Laura, como eu estava também!

Ainda bem que tive a sorte de passar o feriado com ela, e com isso recuperar algumas “pérolas” para esse blog. Um dia com a Laura é risada na certa. São tantas “tiradas” que é até difícil me lembrar, mas vou presentear vocês com quatro delas (ao menos são as que ficaram na memória). A foto foi tirada no clube, hoje, quando ela e Juju se esbaldaram. Cá entre nós, ser criança é MUITO BOM!

Pérola Número 1:

-Tia, quando eu cheguei na Bahia, eu fiquei tão empolgada, mas tão empolgada, que enfiei minha cabeça do lado de fora da janela, assim ó, pra fora do carro, sabe, quando fica ventando? Aí eu cuspi, tia, e o cuspe voltou na minha cara! =D

Pérola Número 2. Essa foi quando eu contei que minha casa nova não tinha elevador, e que ela teria que se preparar para subir as escadas.

-Tia, minha mãe tem uma amiga que mora no apartamento “duzentos e tanto”, imagina quantas escadas ela tem que subir!

Pérola Número 3:

No caminho para o clube, com um sol de rachar, vimos uma moça com um livro grande, aberto, sobre o rosto, obviamente para cobrir a luz solar, que estaria incomodando seus olhos.

-Tia, olha ali a moça andando com o livro! Só pra fingir que é inteligente!!!!!!!

Pérola Número 4:

Ao final do dia, trovejando, comento que o cachorrinho aqui de casa não se assusta com o barulho, pois nem latiu. Logo a Laura veio com essa:

-Tia, a minha cadela não gosta de barulho, ela assusta com o próprio PUM! Ela solta o pum, depois olha pra trás e sai correndo!!!!!!!!!!!

Ó DEUS MEU, DAI-ME MAIS FERIADOS! =)

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Perdoem essa blogueira que viaja a trabalho e não posta em seu blog dedicado às crianças JUSTAMENTE no dia das crianças!!!!

Estava viajando a trabalho nesse dia tão especial, e quando cheguei, obviamente dei à Juju o presente que escolhi das terras distantes onde estava, e que por sinal agradou muito! Mais abaixo vocês verão a carinha dela toda feliz com o brinquedo que “estimula a criatividade”, como ela mesmo disse.

E no momento pós-chegada, pós-matada de saudade, pós-entrega de presente diferente, lá fui eu checar como foi o dia do brinquedo e da roupa preferida na escola, pois a deixei neste dia e segui direto para o aeroporto. Detalhe: só lembrei do tal dia aos 47 minutos do segundo tempo, pois abri a geladeira em busca de um copo de água gelada e “PIMBA” – Lá estava o recadinho no meio dos ímãs que enfeitam o nosso freezer.

-Mãe, o “Castro” esqueceu da roupa e foi pra escola de uniforme mesmo.

-Ah, é?

-E o “Guimarães” foi de advogado.

-Como assim, advogado?

-Ué, sapato social, maleta, essas coisas…

-E os brinquedos? O que suas colegas levaram?

-Ah, mãe, metade da sala esqueceu.

-E o que vocês fizeram?

-A gente brincou de adedanha mesmo! =D

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Há muito tempo não vou a uma pré-estreia. Afinal de contas, pré-estreias costumam significar cinema lotado, serviço a desejar, confusão, barulheira, mas… Quem se importa? Estava muito, muito curiosa para conferir a cabeleira de fogo esvoaçante da Merida, a escocesinha simpática, impetuosa e dona de si do filme “Valente”, a nova obra de arte da Pixar.

Graças a minha prima Line (que insiste em ser chamada de Carol), que foi amável o bastante para chegar  ao shopping mais cedo e garantir nossos ingressos, lá fomos nós, felizes, conferir as aventuras de Merida em primeira mão.

“Você já chegou”? – ela me envia um SMS.

“Sim, estou na porta do cinema” – respondi. Ao olhar o relógio, porém, percebi que ainda tínhamos um tempinho, o que nos fez correr à livraria, pois queria dar um livro à Júlia, minha filha de 10 anos, motivo deste blog e que, pasmem, está crescendo!

– Que livro é? – Pergunta minha prima Carol…ine!

– É um livro que se chama “Preparar… Apontar… Crescer! – Ele fala da puberdade, as mudanças do corpo, achei que seria legal a Júlia ler.

Falando em Júlia, onde estava ela? Ah, é, com o Enzo. O Enzo e a prateleira dos “beyblades”. (Para quem não sabe o que é isso, trata-se dos peões que são febre entre a meninada).

-Mãe, leva um! – Enzo pediu, com aquela cara de Gato do Shrek, como se nunca tivesse ganhado um Beyblade em sua vida!

-Até que ele tinha muitos, mas perdeu quase todos. – a mãe explicou, e depois suspirou.

-Mãe… – continuou o menino – Esse aqui é baratinho!

-Estamos em uma livraria, Enzo. Se quiser, te dou um livro!

E lá fomos nós para a sessão infanto-juvenil. “O que você escolher eu levo” – a mãe prometeu.

-Esse! – e o menino mostra o exemplar nas mãos, todo orgulhoso da sua escolha.

-Esse não, Enzo. Esse aí é tipo um manual pra montar aviãozinho, deve ser duzentos milhões de dólares esse livro, vem até com as peças, olha aí…

-Então esse! – mostra ele, segundos depois.

-Ah, não, esse aí é pra menino de 2 anos de idade!

-Esse aqui? – Enzo tenta argumentar, parecendo um mini-vendedor de enciclopédia Barsa.

-Bem… Esse aí… Acho que esse aí é mais apropriado para o seu irmão…

-Olha, mãe, esse aqui você vai achar legal. – o menino insiste.

-“Coisas perigosas para meninos?”- Huuum… Acho que já te dei um parecido, vamos levar outro.

-MÃE!!!!!! VOCÊ DISSE QUE ERA O QUE EU ESCOLHESSE!

A livraria toda se vira para nós, e eu, timidamente, opino, sem prever o olhar de raiva mais avermelhado que os cabelos de Merida que enfrentaria depois:

-O menino tem razão…

-Mãe, esse aqui é da hora, é 3D, de Dinossauro, e custa R$12,90!

De repente, a música “12,90” soou feito música clássica nos ouvidos de Carol.

Livros nas mãos, fomos felizes ao cinema.

Impossível não se apaixonar com a perfeição dos cabelos cor de fogo de Merida, que parecem nos hipnotizar durante todo o filme, colorindo quadro por quadro e formando pontinhos vermelhos na nossa vista. Cabelos que voam ao vento, cabelos que parecem ter vida própria, cabelos que…

-Mãe…

-Oi, filha.

-Por que os pelos ‘públicos’ não são os do sovaco?

-O quê, Juju?

-Deviam ser, já que são eles os que aparecem…

Oh, céus, havia me esquecido do “Preparar… Apontar… Crescer!”, um pouco diferente dos manuais de aviõezinhos e dos Dinossauros 3-D…

Mas tudo bem: ao menos a gente cresce e continua curtindo desenhos animados…

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