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Archive for the ‘Humor’ Category

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Final de semana é convite para arrumar a casa. Arrumar a casa é convite para nostalgia.

Mexendo e remexendo nos baús e caixinhas, encontrei um joguinho de frases e desenhos que a turminha de 2o. período da Júlia, minha filha, produziu quando estudavam no Lúcia Casasanta, aqui em BH.

Fiquei emocionada quando, mais uma vez, todas aquelas frases ingênuas e deliciosas da infância encheram meu coração de alegria. Na verdade, são perguntas sobre situações do dia-a-dia, questionamentos dessas crianças que, desde cedo, se preocupam em agir com ética, respeitar o outro e valorizar a boa convivência… Nada mais adequado nesse momento, quando estamos tão próximos de eleger nosso próximo presidente (ou presidenta)…

São perguntas que, ao serem lançadas para a turminha, fazem os coleguinhas pensarem…

Simplesmente não resisti e decidi compartilhar algumas com vocês… Boa diversão! =D

– O que você faria se o colega ficasse “preso” no banheiro? (Lucca P)

É certo colocar o pé na frente do colega quando ele está passando? Por que? (João P)

O que você faria se decepcionasse um colega? (Bernardo)

O que você faria se quebrasse o jogo de xadrez do colega? (Alexandre G)

Como ajudar o colega que quebrou a perna? (Thais)

Quando o colega quer brincar e a gente não quer, o que podemos fazer para alegrá-lo? (Gianlucca)

O que você pode fazer se ao abrir a porta machucar o dedo do colega que estava no chão? (Marina)

– O que dizer ao colega quando pisamos no pé dele sem querer? (Júlia Reis)

– O que dizer a um colega que ficou chateado com você? (Gabriel)

Talvez essa última mesmo os adultos tenham dúvidas para responder…

Boa semana a todos!

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Acho que alguns leitores já estavam com saudades da Laura, como eu estava também!

Ainda bem que tive a sorte de passar o feriado com ela, e com isso recuperar algumas “pérolas” para esse blog. Um dia com a Laura é risada na certa. São tantas “tiradas” que é até difícil me lembrar, mas vou presentear vocês com quatro delas (ao menos são as que ficaram na memória). A foto foi tirada no clube, hoje, quando ela e Juju se esbaldaram. Cá entre nós, ser criança é MUITO BOM!

Pérola Número 1:

-Tia, quando eu cheguei na Bahia, eu fiquei tão empolgada, mas tão empolgada, que enfiei minha cabeça do lado de fora da janela, assim ó, pra fora do carro, sabe, quando fica ventando? Aí eu cuspi, tia, e o cuspe voltou na minha cara! =D

Pérola Número 2. Essa foi quando eu contei que minha casa nova não tinha elevador, e que ela teria que se preparar para subir as escadas.

-Tia, minha mãe tem uma amiga que mora no apartamento “duzentos e tanto”, imagina quantas escadas ela tem que subir!

Pérola Número 3:

No caminho para o clube, com um sol de rachar, vimos uma moça com um livro grande, aberto, sobre o rosto, obviamente para cobrir a luz solar, que estaria incomodando seus olhos.

-Tia, olha ali a moça andando com o livro! Só pra fingir que é inteligente!!!!!!!

Pérola Número 4:

Ao final do dia, trovejando, comento que o cachorrinho aqui de casa não se assusta com o barulho, pois nem latiu. Logo a Laura veio com essa:

-Tia, a minha cadela não gosta de barulho, ela assusta com o próprio PUM! Ela solta o pum, depois olha pra trás e sai correndo!!!!!!!!!!!

Ó DEUS MEU, DAI-ME MAIS FERIADOS! =)

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Perdoem essa blogueira que viaja a trabalho e não posta em seu blog dedicado às crianças JUSTAMENTE no dia das crianças!!!!

Estava viajando a trabalho nesse dia tão especial, e quando cheguei, obviamente dei à Juju o presente que escolhi das terras distantes onde estava, e que por sinal agradou muito! Mais abaixo vocês verão a carinha dela toda feliz com o brinquedo que “estimula a criatividade”, como ela mesmo disse.

E no momento pós-chegada, pós-matada de saudade, pós-entrega de presente diferente, lá fui eu checar como foi o dia do brinquedo e da roupa preferida na escola, pois a deixei neste dia e segui direto para o aeroporto. Detalhe: só lembrei do tal dia aos 47 minutos do segundo tempo, pois abri a geladeira em busca de um copo de água gelada e “PIMBA” – Lá estava o recadinho no meio dos ímãs que enfeitam o nosso freezer.

-Mãe, o “Castro” esqueceu da roupa e foi pra escola de uniforme mesmo.

-Ah, é?

-E o “Guimarães” foi de advogado.

-Como assim, advogado?

-Ué, sapato social, maleta, essas coisas…

-E os brinquedos? O que suas colegas levaram?

-Ah, mãe, metade da sala esqueceu.

-E o que vocês fizeram?

-A gente brincou de adedanha mesmo! =D

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Há muito tempo não vou a uma pré-estreia. Afinal de contas, pré-estreias costumam significar cinema lotado, serviço a desejar, confusão, barulheira, mas… Quem se importa? Estava muito, muito curiosa para conferir a cabeleira de fogo esvoaçante da Merida, a escocesinha simpática, impetuosa e dona de si do filme “Valente”, a nova obra de arte da Pixar.

Graças a minha prima Line (que insiste em ser chamada de Carol), que foi amável o bastante para chegar  ao shopping mais cedo e garantir nossos ingressos, lá fomos nós, felizes, conferir as aventuras de Merida em primeira mão.

“Você já chegou”? – ela me envia um SMS.

“Sim, estou na porta do cinema” – respondi. Ao olhar o relógio, porém, percebi que ainda tínhamos um tempinho, o que nos fez correr à livraria, pois queria dar um livro à Júlia, minha filha de 10 anos, motivo deste blog e que, pasmem, está crescendo!

– Que livro é? – Pergunta minha prima Carol…ine!

– É um livro que se chama “Preparar… Apontar… Crescer! – Ele fala da puberdade, as mudanças do corpo, achei que seria legal a Júlia ler.

Falando em Júlia, onde estava ela? Ah, é, com o Enzo. O Enzo e a prateleira dos “beyblades”. (Para quem não sabe o que é isso, trata-se dos peões que são febre entre a meninada).

-Mãe, leva um! – Enzo pediu, com aquela cara de Gato do Shrek, como se nunca tivesse ganhado um Beyblade em sua vida!

-Até que ele tinha muitos, mas perdeu quase todos. – a mãe explicou, e depois suspirou.

-Mãe… – continuou o menino – Esse aqui é baratinho!

-Estamos em uma livraria, Enzo. Se quiser, te dou um livro!

E lá fomos nós para a sessão infanto-juvenil. “O que você escolher eu levo” – a mãe prometeu.

-Esse! – e o menino mostra o exemplar nas mãos, todo orgulhoso da sua escolha.

-Esse não, Enzo. Esse aí é tipo um manual pra montar aviãozinho, deve ser duzentos milhões de dólares esse livro, vem até com as peças, olha aí…

-Então esse! – mostra ele, segundos depois.

-Ah, não, esse aí é pra menino de 2 anos de idade!

-Esse aqui? – Enzo tenta argumentar, parecendo um mini-vendedor de enciclopédia Barsa.

-Bem… Esse aí… Acho que esse aí é mais apropriado para o seu irmão…

-Olha, mãe, esse aqui você vai achar legal. – o menino insiste.

-“Coisas perigosas para meninos?”- Huuum… Acho que já te dei um parecido, vamos levar outro.

-MÃE!!!!!! VOCÊ DISSE QUE ERA O QUE EU ESCOLHESSE!

A livraria toda se vira para nós, e eu, timidamente, opino, sem prever o olhar de raiva mais avermelhado que os cabelos de Merida que enfrentaria depois:

-O menino tem razão…

-Mãe, esse aqui é da hora, é 3D, de Dinossauro, e custa R$12,90!

De repente, a música “12,90” soou feito música clássica nos ouvidos de Carol.

Livros nas mãos, fomos felizes ao cinema.

Impossível não se apaixonar com a perfeição dos cabelos cor de fogo de Merida, que parecem nos hipnotizar durante todo o filme, colorindo quadro por quadro e formando pontinhos vermelhos na nossa vista. Cabelos que voam ao vento, cabelos que parecem ter vida própria, cabelos que…

-Mãe…

-Oi, filha.

-Por que os pelos ‘públicos’ não são os do sovaco?

-O quê, Juju?

-Deviam ser, já que são eles os que aparecem…

Oh, céus, havia me esquecido do “Preparar… Apontar… Crescer!”, um pouco diferente dos manuais de aviõezinhos e dos Dinossauros 3-D…

Mas tudo bem: ao menos a gente cresce e continua curtindo desenhos animados…

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Meu irmão e minha cunhada foram para Las Vegas e deixaram pra nós uma amiga emprestada.

O nome dela é LOLA, mas a Juju, durante uma semana, chamou a bichinha de todos os apelidos possíveis, inclusive alguns que são maiores do que o próprio nome, como “Lóbzum”, e outros mais comuns, como Lô, Lolô, Lola (“Júlia, apelido igual ao nome???” – perguntei – “E o que é que tem, mãe?” – ela respondeu).

A dinâmica da casa mudou toda. No primeiro dia, xixi na sala, mas foi só uma vez que ela errou, coitadinha. Aliás, foram duas, pois na segunda vez a Lola batizou o chão da sala de televisão.

-Nossa… – reclamei – Manchou o chão todo! Ai, meu sinteco, olha só… Ficou todos os pinguinhos, ai, ai…

No dia seguinte, minha ficha caiu. Não era o xixi da pobrezinha, mas sim o Veja Multi-Uso. A burra aqui (eu mesma, a autora desse blog), no desespero, jogou o tal do Veja sobre o xixi sem pensar duas vezes. Foi uma operação de segundos, mas obviamente o sinteco foi embora. Pedi desculpas à Lola, que não entendeu nada. Ou talvez tenha entendido, pois nunca mais fez xixi na sala, só no lugar certinho, na área de serviço. 

De manhã, passei a ser recebida com lambidas e pulos. A minúscula cachorrinha parecia uma ovelha. Minha cunhada deixou claro que era para dar um biscoitinho de manhã, e o outro à noite. Eu era a felizarda e dava a ela todos os dias de manhã, já que costumo ser quem madruga na casa, ao menos nessa semana. Talvez tenha sido de propósito… 🙂

Passei a entrar em casa olhando pra baixo, pra não tropeçar na Lola quando abria a porta. Passei a ter uma estranha saudade quando saía de casa, preocupada se ela estaria bem, se não estaria se sentindo sozinha, se teria água suficiente, comida… Tá, era só por umas horinhas, mas e daí?

-Ai, Lola!!!! – grita Juju – Que lambida quente! Não dá pra programar “lambidas geladas para os dias quentes?”

Pois bem, ontem a levamos de volta pra casa. No caminho, a bichinha tremia feito vara verde no colo da Juju.

-Mãe, ela tá tremendo demais!

-Júlia, é assim mesmo. Sua tia falou que ela treme toda vez que anda de carro, mas é porque ela tem medo!

-LOLA… Olha pela janela… Você está em Belo Horizonte, a cidade é amigável! – tenta Juju, em vão – Também, né mãe… Olha o “tamaninho” dela, e olha o “tamanhozão” do mundo!

É… A bichinha é pequena, mas a saudade é grande! E aí, meu irmãozinho, quando será a próxima viagem? =)

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-Mãe… Chama uma garçon pra gente! – pede Júlia (10).
-UMA garçon??? – Bel(10) faz graça, enquanto nós três (ela, Juju e eu) ríamos na mesa.

Quem não gosta de ter uma melhor amiga na vida? A da Juju é a Bel, e quando ela resolve dormir aqui em casa (já comentei sobre ela no blog), a diversão é garantida, inclusive para mim (e, de quebra, para os leitores desse blog!)

Sexta à noite, as duas resolvem jogar o JOGO da VERDADE, a versão de tabuleiro desse jogo antigo (que eu jogava sem tabuleiro!) que envolve perguntas e respostas…

E Juju manda a primeira:
-Você e sua melhor amiga gostam do mesmo menino. O que você faz?
E Bel dispara, sem pensar duas vezes:
-Eu falo que vi primeiro e fico com ele! =)

O jogo não durou muito, na verdade. “Ai, só fala de menino!”, Bel reclamou. Mas o legal do jogo é que tinha uma história de pagar mico, do tipo: passe maquiagem só na metade do rosto, dance com uma vassoura, faça cataporas na cara com um batom e fique assim até o fim do jogo.

O resultado vocês já sabem: Demaquilante da mãe (que dó!) sendo utilizado aos litros!

No dia seguinte, levei Bel para almoçar conosco na casa da minha mãe. Júlia, como sempre, olha para a comida “diferente” e diz que não quer.
-BEL! – eu apelo – Você tem que ajudar a sua amiga! Você, que é uma menina viajada, que já foi para a Europa um tantão de vezes, explica pra sua amiga que se ela não souber comer coisas diferentes, não vai poder viajar nessa vida!
E Bel, com sua graça dos dez anos, me responde:
-Luiza… Todo lugar tem batata frita!

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É essa coisinha colorida aí, ó. Coloquei a foto porque de repente os leitores são mais jovenzinhos do que eu hehehe… Ok, confesso minha data de nascimento “meio” antiga, mas se eu não deixar todo mundo por dentro do que é monóculo, não vão entender a pérola que colocarei abaixo.

Essas duas últimas semanas foram de muito trabalho, e participei de três “workshops” em São Paulo, na minha área de intercâmbio cultural. Uma das minhas parceiras na área, em meio a uma reunião, me contou que outro dia sua mãe estava conversando com a filha mais nova, a caçulinha da casa.

-Filha, na minha época Camboriú (o balneário em SC) era muito mais legal.
-Por quê?
-Ah, não tinha tantos prédios, e o sol banhava a praia… Espera aí, que eu tenho um monóculo com uma foto de Camboriú quando eu era criança!

E lá se foi a mamãe aplicada buscar o tal do monóculo (que agora todo mundo já sabe o que é). E a filhinha, toda contente, colocou o aparelhinho perto dos olhos e ficou, ficou, ficou….

-Mamãe???
-Oi, filha…
-Na sua época de criança, o céu era pra baixo??

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