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Archive for the ‘Palavra de Criança’ Category

-bolo_aniversario 5

Ontem foi um dia feliz. O Colégio Sagrado Coração de Maria aqui de BH (turma do segundo período) me convidou para um bate-papo na escola durante a feira do livro. Tive o prazer de conversar com uma alegre turminha de “meninos e meninas de 5” sobre o meu livro “Menina de 3”. Eles fizeram um projeto literário baseado no meu livro, e estavam de prontidão para me fazerem mil perguntas com um microfone colorido que as professoras Dani e Fernanda fizeram.

-Quanto tempo demora pra fazer um livro? Qual o seu próximo livro? Você estudou muito para escrever esse livro? A Menina de Três é sua filha? Quem fez os desenhos do seu livro?

Ah, delícia… Como é bom ter esse contato com as crianças. O parte dura foi ouvir de um aluninho, que ao ver minha foto na página final do livro,soltou essa pérola:

-Luiza, você ERA muito bonita!

=D

 

 

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Acho que alguns leitores já estavam com saudades da Laura, como eu estava também!

Ainda bem que tive a sorte de passar o feriado com ela, e com isso recuperar algumas “pérolas” para esse blog. Um dia com a Laura é risada na certa. São tantas “tiradas” que é até difícil me lembrar, mas vou presentear vocês com quatro delas (ao menos são as que ficaram na memória). A foto foi tirada no clube, hoje, quando ela e Juju se esbaldaram. Cá entre nós, ser criança é MUITO BOM!

Pérola Número 1:

-Tia, quando eu cheguei na Bahia, eu fiquei tão empolgada, mas tão empolgada, que enfiei minha cabeça do lado de fora da janela, assim ó, pra fora do carro, sabe, quando fica ventando? Aí eu cuspi, tia, e o cuspe voltou na minha cara! =D

Pérola Número 2. Essa foi quando eu contei que minha casa nova não tinha elevador, e que ela teria que se preparar para subir as escadas.

-Tia, minha mãe tem uma amiga que mora no apartamento “duzentos e tanto”, imagina quantas escadas ela tem que subir!

Pérola Número 3:

No caminho para o clube, com um sol de rachar, vimos uma moça com um livro grande, aberto, sobre o rosto, obviamente para cobrir a luz solar, que estaria incomodando seus olhos.

-Tia, olha ali a moça andando com o livro! Só pra fingir que é inteligente!!!!!!!

Pérola Número 4:

Ao final do dia, trovejando, comento que o cachorrinho aqui de casa não se assusta com o barulho, pois nem latiu. Logo a Laura veio com essa:

-Tia, a minha cadela não gosta de barulho, ela assusta com o próprio PUM! Ela solta o pum, depois olha pra trás e sai correndo!!!!!!!!!!!

Ó DEUS MEU, DAI-ME MAIS FERIADOS! =)

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dia_del_nino

Perdoem essa blogueira que viaja a trabalho e não posta em seu blog dedicado às crianças JUSTAMENTE no dia das crianças!!!!

Estava viajando a trabalho nesse dia tão especial, e quando cheguei, obviamente dei à Juju o presente que escolhi das terras distantes onde estava, e que por sinal agradou muito! Mais abaixo vocês verão a carinha dela toda feliz com o brinquedo que “estimula a criatividade”, como ela mesmo disse.

E no momento pós-chegada, pós-matada de saudade, pós-entrega de presente diferente, lá fui eu checar como foi o dia do brinquedo e da roupa preferida na escola, pois a deixei neste dia e segui direto para o aeroporto. Detalhe: só lembrei do tal dia aos 47 minutos do segundo tempo, pois abri a geladeira em busca de um copo de água gelada e “PIMBA” – Lá estava o recadinho no meio dos ímãs que enfeitam o nosso freezer.

-Mãe, o “Castro” esqueceu da roupa e foi pra escola de uniforme mesmo.

-Ah, é?

-E o “Guimarães” foi de advogado.

-Como assim, advogado?

-Ué, sapato social, maleta, essas coisas…

-E os brinquedos? O que suas colegas levaram?

-Ah, mãe, metade da sala esqueceu.

-E o que vocês fizeram?

-A gente brincou de adedanha mesmo! =D

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Há muito tempo não vou a uma pré-estreia. Afinal de contas, pré-estreias costumam significar cinema lotado, serviço a desejar, confusão, barulheira, mas… Quem se importa? Estava muito, muito curiosa para conferir a cabeleira de fogo esvoaçante da Merida, a escocesinha simpática, impetuosa e dona de si do filme “Valente”, a nova obra de arte da Pixar.

Graças a minha prima Line (que insiste em ser chamada de Carol), que foi amável o bastante para chegar  ao shopping mais cedo e garantir nossos ingressos, lá fomos nós, felizes, conferir as aventuras de Merida em primeira mão.

“Você já chegou”? – ela me envia um SMS.

“Sim, estou na porta do cinema” – respondi. Ao olhar o relógio, porém, percebi que ainda tínhamos um tempinho, o que nos fez correr à livraria, pois queria dar um livro à Júlia, minha filha de 10 anos, motivo deste blog e que, pasmem, está crescendo!

– Que livro é? – Pergunta minha prima Carol…ine!

– É um livro que se chama “Preparar… Apontar… Crescer! – Ele fala da puberdade, as mudanças do corpo, achei que seria legal a Júlia ler.

Falando em Júlia, onde estava ela? Ah, é, com o Enzo. O Enzo e a prateleira dos “beyblades”. (Para quem não sabe o que é isso, trata-se dos peões que são febre entre a meninada).

-Mãe, leva um! – Enzo pediu, com aquela cara de Gato do Shrek, como se nunca tivesse ganhado um Beyblade em sua vida!

-Até que ele tinha muitos, mas perdeu quase todos. – a mãe explicou, e depois suspirou.

-Mãe… – continuou o menino – Esse aqui é baratinho!

-Estamos em uma livraria, Enzo. Se quiser, te dou um livro!

E lá fomos nós para a sessão infanto-juvenil. “O que você escolher eu levo” – a mãe prometeu.

-Esse! – e o menino mostra o exemplar nas mãos, todo orgulhoso da sua escolha.

-Esse não, Enzo. Esse aí é tipo um manual pra montar aviãozinho, deve ser duzentos milhões de dólares esse livro, vem até com as peças, olha aí…

-Então esse! – mostra ele, segundos depois.

-Ah, não, esse aí é pra menino de 2 anos de idade!

-Esse aqui? – Enzo tenta argumentar, parecendo um mini-vendedor de enciclopédia Barsa.

-Bem… Esse aí… Acho que esse aí é mais apropriado para o seu irmão…

-Olha, mãe, esse aqui você vai achar legal. – o menino insiste.

-“Coisas perigosas para meninos?”- Huuum… Acho que já te dei um parecido, vamos levar outro.

-MÃE!!!!!! VOCÊ DISSE QUE ERA O QUE EU ESCOLHESSE!

A livraria toda se vira para nós, e eu, timidamente, opino, sem prever o olhar de raiva mais avermelhado que os cabelos de Merida que enfrentaria depois:

-O menino tem razão…

-Mãe, esse aqui é da hora, é 3D, de Dinossauro, e custa R$12,90!

De repente, a música “12,90” soou feito música clássica nos ouvidos de Carol.

Livros nas mãos, fomos felizes ao cinema.

Impossível não se apaixonar com a perfeição dos cabelos cor de fogo de Merida, que parecem nos hipnotizar durante todo o filme, colorindo quadro por quadro e formando pontinhos vermelhos na nossa vista. Cabelos que voam ao vento, cabelos que parecem ter vida própria, cabelos que…

-Mãe…

-Oi, filha.

-Por que os pelos ‘públicos’ não são os do sovaco?

-O quê, Juju?

-Deviam ser, já que são eles os que aparecem…

Oh, céus, havia me esquecido do “Preparar… Apontar… Crescer!”, um pouco diferente dos manuais de aviõezinhos e dos Dinossauros 3-D…

Mas tudo bem: ao menos a gente cresce e continua curtindo desenhos animados…

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Criança vê o mundo diferente. Fato.
Ok, isso não é novidade pra ninguém, eu sei. É claro que o olhar da criança é diferenciado, puro, ingênuo, arrebatador, colorido, criativo, autêntico. Mas uma coisa é saber, a outra é ter provas concretas…

Outro dia me deparei com um caderninho de anotações de Juju sobre sua excursão a Ouro Preto, nossa famosa cidade histórica que está a poucos quilômetros de Belo Horizonte, onde vivemos.

Não resisti e quis trazer as anotações para vocês.
Nesse feriadão de 1o. de maio, quando muitos viajam (com exceção da autora desse blog =D), seguem as palavras da observadora viajante Juju, então com 9 anos… O texto está sendo reproduzido integralmente, do jeitinho que ela escreveu, ok???? É uma pena que eu não possa reproduzir as letras tremidas pelo sacolejo do ônibus de sua excursão… 🙂

“Hoje eu vou para Ouro Preto. Estou dentro do ônibus observando a paisagem, com a minha amiga Thaís.
Os monumentos de Ouro Preto podem ter mais de 300 anos!
Olhamos o Pico do Itacolomi. Agora vamos entrar em uma igreja, muito antiga.
Chegamos! Na Igreja São Francisco de Assis. Tinha igreja para escravos, pintores etc…
O Aleijadinho tinha uma doença muito forte.
O teto dessa igreja é maravilhoso.
O lustre é de cristal.
O altar dá vontade de tirar 1000 fotos.
Tem uma sandália chamada Franciscana em nome de São Francisco de Assis.
Tem uma escultura chamada Lavablo.
Essa igreja foi projetada em 1765 e acabou de ser projetada em 1810.
O leão de madeira foi projetado em 1787 e foi o Alejadinho que fez.
Esse museu é incrível. Tem uma loja chamada (Mundo Kids). Parece legal.”

PALAVRA DA AUTORA: Parada para observações, leitores. Eu também não entendi como uma igreja virou museu, e não compreendo que raio de loja Mundo Kids é essa. Acredito eu que foi uma loja avistada da janela do ônibus, mas isso é só um palpite de uma mãe não presente na viagem. Ok, voltemos ao diário de bordo:

“Continuando o assunto… As esculturas são perfeitas.
A igreja agora chama-se Igreja Matriz.
A escultura dá impreção que é um samurai.”

OUTRA PARADA: Leitor, lembro a você que foi a Juju que escreveu esse diário. Eu sei que impressão se escreve com “ss”, e compartilho da mesma opinião que a Igreja não mudou de nome e se tornou Igreja Matriz. Tenho uma leve impreSSão que a meninada foi visitar outra igreja, mas essa é, reforçando, uma impreSSão minha!

“Nós vimos o túmulo do Alejadinho e da Maria de Dirceu. Depois almoçamos.
E agora estamos na casa de Tiradentes.
A casa tem rio e ela foi feita em 2 anos. E tinha muito ouro. Vamos entrar daqui a pouco.
Nós vamos ver as cópias das moedas antigas e a cenzala. (Essa casa tem lustres maravilhosos!)”

LEITOR, a minha casa também tem lustres. E não, não sei o motivo da minha filha reparar tanto neles. E hoje ela sabe quem é MaríLIA de Dirceu!!! =D

“Parece uma manção. Tem até uma pia para os escravos.
A casa tem 4 andares. Tem uma caveira aqui. É ASSUSTADOR!
Isso é muito doido!
Tem coisas que dão nojo, tipo aonde os escravos faziam cocô e xixi.
Mostra a cadeira para o dentista.
Nós vimos a cozinha dos escravos. Tem até uma balança.
Tem uma moeda chamada Mori. Que moedas malucas!
Achamos as notas e os RÉIS.
Vimos moedas de 1994 e até de 1998!
A vista daqui é maravilhosa!!! “MAS DÁ MEDO”
Lá vamos nós subir o morro.
Nós vamos ir no Museu da Inconfidência que tem o túmulo da Bárbara Heliodora e do Tomaz Antônio Gonzaga.”

PUXA, obrigada, Juju, AGORA eu sei onde você está. Continuando…

“Estamos vendo vários quadros aqui, no museu da Inconfidência. Chegamos.
Aqui onde estamos é a cadeia dos mais perigosos.
Estamos vendo a Litera estamos vendo até revolver.
Vimos duas maquetes.
Tem Percução.
Achamos as peças da forca que usaram para enforcar o Tiradentes”.

AAAAH… Estavam perdidas? Ok, dando prosseguimento… 🙂

“Vimos o relójio de Tiradentes. O túmulo de Bárbara Bela, Marília de Dirceu e José Álvares Maciel estão aqui. Nós vimos objetos muito antigos.
Tem uma cadeira chamada cadeirinha de Arruar.
Nós vimos a estátua de São Jorge.
Quantas jóias!
Chegamos a outro museu maravilhoso quantas coisas parada para lanchar”

AINDA BEM que tem parada para lanchar, porque parada na frase (vírgula, ponto) não existe pra minha filha! Continuando…

“Agora já estamos no ônibus para ir embora. Adeus, Ouro Preto!”

MAS JÁ??? E NEM ME CONTOU SE LANCHOU DIREITINHO????????

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Meu irmão e minha cunhada foram para Las Vegas e deixaram pra nós uma amiga emprestada.

O nome dela é LOLA, mas a Juju, durante uma semana, chamou a bichinha de todos os apelidos possíveis, inclusive alguns que são maiores do que o próprio nome, como “Lóbzum”, e outros mais comuns, como Lô, Lolô, Lola (“Júlia, apelido igual ao nome???” – perguntei – “E o que é que tem, mãe?” – ela respondeu).

A dinâmica da casa mudou toda. No primeiro dia, xixi na sala, mas foi só uma vez que ela errou, coitadinha. Aliás, foram duas, pois na segunda vez a Lola batizou o chão da sala de televisão.

-Nossa… – reclamei – Manchou o chão todo! Ai, meu sinteco, olha só… Ficou todos os pinguinhos, ai, ai…

No dia seguinte, minha ficha caiu. Não era o xixi da pobrezinha, mas sim o Veja Multi-Uso. A burra aqui (eu mesma, a autora desse blog), no desespero, jogou o tal do Veja sobre o xixi sem pensar duas vezes. Foi uma operação de segundos, mas obviamente o sinteco foi embora. Pedi desculpas à Lola, que não entendeu nada. Ou talvez tenha entendido, pois nunca mais fez xixi na sala, só no lugar certinho, na área de serviço. 

De manhã, passei a ser recebida com lambidas e pulos. A minúscula cachorrinha parecia uma ovelha. Minha cunhada deixou claro que era para dar um biscoitinho de manhã, e o outro à noite. Eu era a felizarda e dava a ela todos os dias de manhã, já que costumo ser quem madruga na casa, ao menos nessa semana. Talvez tenha sido de propósito… 🙂

Passei a entrar em casa olhando pra baixo, pra não tropeçar na Lola quando abria a porta. Passei a ter uma estranha saudade quando saía de casa, preocupada se ela estaria bem, se não estaria se sentindo sozinha, se teria água suficiente, comida… Tá, era só por umas horinhas, mas e daí?

-Ai, Lola!!!! – grita Juju – Que lambida quente! Não dá pra programar “lambidas geladas para os dias quentes?”

Pois bem, ontem a levamos de volta pra casa. No caminho, a bichinha tremia feito vara verde no colo da Juju.

-Mãe, ela tá tremendo demais!

-Júlia, é assim mesmo. Sua tia falou que ela treme toda vez que anda de carro, mas é porque ela tem medo!

-LOLA… Olha pela janela… Você está em Belo Horizonte, a cidade é amigável! – tenta Juju, em vão – Também, né mãe… Olha o “tamaninho” dela, e olha o “tamanhozão” do mundo!

É… A bichinha é pequena, mas a saudade é grande! E aí, meu irmãozinho, quando será a próxima viagem? =)

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-Mãe… Chama uma garçon pra gente! – pede Júlia (10).
-UMA garçon??? – Bel(10) faz graça, enquanto nós três (ela, Juju e eu) ríamos na mesa.

Quem não gosta de ter uma melhor amiga na vida? A da Juju é a Bel, e quando ela resolve dormir aqui em casa (já comentei sobre ela no blog), a diversão é garantida, inclusive para mim (e, de quebra, para os leitores desse blog!)

Sexta à noite, as duas resolvem jogar o JOGO da VERDADE, a versão de tabuleiro desse jogo antigo (que eu jogava sem tabuleiro!) que envolve perguntas e respostas…

E Juju manda a primeira:
-Você e sua melhor amiga gostam do mesmo menino. O que você faz?
E Bel dispara, sem pensar duas vezes:
-Eu falo que vi primeiro e fico com ele! =)

O jogo não durou muito, na verdade. “Ai, só fala de menino!”, Bel reclamou. Mas o legal do jogo é que tinha uma história de pagar mico, do tipo: passe maquiagem só na metade do rosto, dance com uma vassoura, faça cataporas na cara com um batom e fique assim até o fim do jogo.

O resultado vocês já sabem: Demaquilante da mãe (que dó!) sendo utilizado aos litros!

No dia seguinte, levei Bel para almoçar conosco na casa da minha mãe. Júlia, como sempre, olha para a comida “diferente” e diz que não quer.
-BEL! – eu apelo – Você tem que ajudar a sua amiga! Você, que é uma menina viajada, que já foi para a Europa um tantão de vezes, explica pra sua amiga que se ela não souber comer coisas diferentes, não vai poder viajar nessa vida!
E Bel, com sua graça dos dez anos, me responde:
-Luiza… Todo lugar tem batata frita!

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