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Posts Tagged ‘Avião’

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Meu irmão e minha cunhada viajaram ontem para curtirem uma pequena lua-de-mel, e meus sobrinhos Yuri (8) e Luca (6), consequentemente, foram passar uma temporada na casa da avó.

A questão é que moramos em BH. A avó, em Anchieta, no ES. Resultado: os dois, pela primeira vez, viajariam desacompanhados de avião.

Acho que eles não estavam dando muita bola, não. Eu que fiquei imaginando como seria aqueles dois nas alturas, pela primeira vez sem os pais.

-Olha… – alertou a mãe dele, enquanto almoçávamos juntos, no domingo… – Quando forem jogar o DS (Nintendo), abaixa o som!

-Por quê? – Yuri perguntou.

-Porque atrapalha quem está do lado, né, Yuri??? Incomoda as pessoas! E vê se vocês dois não vão brigar, hem? Se brigar no avião, a aeromoça vai trancar vocês dois no banheiro!!!!

E Yuri, com o mesmo sorriso de sempre, responde:

-Então a gente joga no banheiro! =D

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Tá, eu tenho. Pronto, falei. Tenho medo de avião e trabalho com turismo. Fazer o quê? Mas é um medo administrado, digo, sempre recorro ao meu terço, ao sinal da cruz na decolagem e na aterrissagem, além de observar se há crianças na aeronave.

Voo com crianças me deixa mais tranquila, sempre deixou. Antes de acharem que sou louca, outro dia descobri que minha madrinha sente o mesmo. Sei lá, parece que tem uns anjinhos nos protegendo. Ok, o mais “normal” é as crianças procurarem proteção com os adultos, mas nos voos é o oposto. Ao menos para mim – e minha madrinha.

Esse voo BH/São Paulo foi à tarde, logo depois do almoço, com céu azul. Nenhuma cara de turbulência. Mas o bichinho tremeu, ôooo se tremeu!

Criança não faltou na aeronave, mas dessa vez, só dessa vez, ao invés de me protegerem, elas me fizeram rir. Rir de nervoso, claro.

-Tá caindo? – pergunta uma delas à avó do lado, como se fosse a coisa MAIS NATURAL DO MUNDO!
“Santo Deus!” – pensei, sem saber se ria ou chorava, enquanto a aeromoça pedia aos passageiros para apertarem os cintos FIRMEMENTE. Ok, apertar os cintos, mas que raio de FIRMEMENTE era aquele? Quase fiquei sem respirar.

– Por que tá acontecendo isso? – outra criança perguntou ao responsável.
– É que nem buraco na estrada! – foi a resposta que ela ouviu.

E dá-lhe menino gritando que nem em montanha russa: Hu huuuuuu! E dá-lhe menino assustado. E dá-lhe menino chorando…

-Eu quero a minha mãaaaaaaae…
-Sua mãe tá tentando dormir, menino!
-E eu TÔ TENTANDO VIVEEEEER!

Êta Belo Horizonte/São Paulo que custou a passar. 50 minutos duradouros, esses. Mas como os anjinhos são muito bons comigo, a gente aterrissou ao som de palmas e ‘hurras’!

-Graças a Deus!!!! – Gritou uma menininha, lá atrás – Chegamos em São Paulo!!!!!!
-É… – disse o pai – Agora só faltam dois voos! =D

Ao sair do avião, olhei para cima e rezei para que o céu de brigadeiro continue protegendo nossas lindas crianças…

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Primeira viagem internacional da Júlia, minha filha de 8 anos, e lá fui eu com meu caderninho de anotações…

A verdade é que mesmo sem saber como se fala “pérolas” em espanhol, levei comigo a certeza de que colecionaria um bocado delas nessa semana preciosa de férias. É isso aí, não há fonte mais recheada de tiradas infantis do que a semana do descanso merecido!!!! Descanso para os filhos, diga-se de passagem. Já para os pais… Bem, isso é tema para outro post!

Só sei que nosso destino foi Buenos Aires, e já vou dizer que está redondamente enganado quem acha que isso não é passeio pra criança… Nunca fiz tanto programa infantil em tão curto espaço de tempo! E voltei redonda, é bem verdade, de tanto comer dulce de leche, alfajor, media luna e outros pecados culinários…. Ai!

Voltando ao que interessa, seguem as “pérolas de Júlia na Argentina”, versão em português, é claro…

Observando a paisagem da janela do avião, quase pousando:
-Olha o mar!
-Não filha, isso é rio…
-Mas tem rio que não acaba nunca?

Constatação ao chegar no aeroporto:
-Mãe, é verdade, a maioria das pessoas aqui fala espanhol!

Ao sair do aeroporto…
-Mãe, como é que fala Argentina em espanhol?
-“Arrentina“.
-Então aquela placa tá em português, olha lá, tá escrito Argentina!
-Júlia, mas é assim mesmo, não escreve com 2 “erres” em espanhol não…
-ESCREVE SIM! Olha ali uma com o escrito ARRIBO! Não é dois “erres” não??? Ê, mãe!!!

Constatações ao chegar ao hotel:
-Mãe, aqui no armário tem até ‘sapadora‘! (Calçadeira…)
-Olha, tem aquelas luvas de comida! (Referindo-se às luvas que usamos na cozinha para pegar utensílios quentes, quando na verdade se tratava de um polidor de sapatos…)

Diálogo no restaurante:
-Esse restaurante só tinha que aceitar mulher, né, mãe?
-Por que, filha?
-Ué, tá escrito aqui no prato “BUENOS AIRES GIRL“…
-É GRILL, Júlia! GRILL!!!!!!

Diálogo pelas ruas de Recoleta:
-Nossa, mãe, só faltam 2 dias pra gente ir embora! Eu não queria sair daqui… Belo Horizonte é tão normal!
-Filha, se você morasse em Buenos Aires, aqui seria normal, e Belo Horizonte é que seria diferente!
-Mas aqui é normal, mãe!
-???
-Quer dizer, é um normal meio estranho…

Diálogo enquanto observávamos uma ave sobrevoar o rio às margens do “Parque de la Costa” (A ave era uma espécie de mergulhão).
-Olha lá, olha lá, mãe! O pato engole o peixe inteiro, o pescoço dele fica com o formato do peixe, você viu?
-Vi, filha!!! Ele nem mastiga!
-Não, mãe… Deixa eu te explicar: ele engole o peixe todo e depois mastiga lá dentro do corpo!

No último dia de viagem:
-Mãe, hoje tá nublado! Mas tava mesmo “prevenido” pra chover, eu vi na televisão! (Previsto)

Olhando pela janela do avião, quando estávamos prontos para decolar rumo ao Brasil:
-Nossa, olha que caminhão gigante!!!!!!

Detalhe: ERA UM TREM!!!!!

Enquanto aguardávamos dentro da aeronave em nossa escala no aeroporto de Guarulhos, Júlia solta o cinto de segurança, levanta-se e diz, na maior altura:
-Pausa para as REFLEXÕES!
Em seguida, apóia seus braços no encosto da poltrona e começa a malhar: 1, 2, 3…

Besos y abrazos!!!!!

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