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Posts Tagged ‘Belo Horizonte’

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Final de semana é convite para arrumar a casa. Arrumar a casa é convite para nostalgia.

Mexendo e remexendo nos baús e caixinhas, encontrei um joguinho de frases e desenhos que a turminha de 2o. período da Júlia, minha filha, produziu quando estudavam no Lúcia Casasanta, aqui em BH.

Fiquei emocionada quando, mais uma vez, todas aquelas frases ingênuas e deliciosas da infância encheram meu coração de alegria. Na verdade, são perguntas sobre situações do dia-a-dia, questionamentos dessas crianças que, desde cedo, se preocupam em agir com ética, respeitar o outro e valorizar a boa convivência… Nada mais adequado nesse momento, quando estamos tão próximos de eleger nosso próximo presidente (ou presidenta)…

São perguntas que, ao serem lançadas para a turminha, fazem os coleguinhas pensarem…

Simplesmente não resisti e decidi compartilhar algumas com vocês… Boa diversão! =D

– O que você faria se o colega ficasse “preso” no banheiro? (Lucca P)

É certo colocar o pé na frente do colega quando ele está passando? Por que? (João P)

O que você faria se decepcionasse um colega? (Bernardo)

O que você faria se quebrasse o jogo de xadrez do colega? (Alexandre G)

Como ajudar o colega que quebrou a perna? (Thais)

Quando o colega quer brincar e a gente não quer, o que podemos fazer para alegrá-lo? (Gianlucca)

O que você pode fazer se ao abrir a porta machucar o dedo do colega que estava no chão? (Marina)

– O que dizer ao colega quando pisamos no pé dele sem querer? (Júlia Reis)

– O que dizer a um colega que ficou chateado com você? (Gabriel)

Talvez essa última mesmo os adultos tenham dúvidas para responder…

Boa semana a todos!

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Poderia ser essa a Manchete: Mineira madruga para não perder o trem.

Sair das cobertas às cinco da manhã, ninguém merece!

Sair das cobertas, às cinco da manhã, com cinco graus lá fora, ninguém merece MESMO!

Ok, que não estivessem cinco graus, mas tava frio demaissssssssssss! O despertador tocou e lá fui eu arrastando o corpo em direção à cozinha, no módulo lavar-vasilha-fazer-café-acordar-Júlia!

-Tô com preguiça, me deixa dormir mais um pouco! – ela resmungou.

-AH, NÃO SENHORA!!!! Dez dias falando na minha cabeça sobre essa excursão, que não podia perder a hora, e agora tá com preguiça???

-Tá de noite, mãe.

-E eu não sei??? Cinco da manhã, o sol nem saiu ainda!

Pois às cinco para as seis já estávamos nós a caminho da escola.

-Olha, mãe, o tom do céu é que nem o “jeans” do meu lápis de cor!

(E meus dentes, batendo que nem a bateria da Mangueira!)

Seis da manhã na porta da escola. Não poderíamos ser mais pontuais. Um grupinho já se formava por ali, mas nada dos ônibus. E não é que esses ABENÇOADOS veículos foram partir às quinze para as sete , o que nos condenou a 45 minutos de espera?

As crianças, lógico, ficaram protegidas nas respectivas salas de aula, enquanto nós, adultos, bem… Nós esperávamos os ônibus.

-Mas gente, eu perguntei que horas o trem saía e eles disseram que era às seis e meia! – Reclamou uma mãe de amiga da Juju.

-Às vezes o moço aí entendeu que era o ônibus. – respondi.

-Mas eu falei o TREM!

-Mas aqui é a mesma coisa!!!! 😀

Acenos dados, rezas feitas, e lá se foram as crianças (nos ônibus) rumo à Praça da Estação (de trem), e por pouco não perderam o trem (trem mesmo)!

O destino era Barão de Cocais, e depois Caraça. O mais engraçado é que eu, quando menina, tenho duas lembranças do Caraça: o lobo-guará (que aparece por aquelas bandas) e o chocolate Sensação de Morango, que experimentei pela primeira vez quando estive por lá. E o mais incrível é que descobri, conversando com uma GRANDE AMIGA, que ela tem exatamente a mesma lembrança de lá (não a do lobo, mas do chocolate!).

Falando em lembranças, a primeira coisa que fiz quando Juju chegou (além de agradecer a Deus pela excelente viagem, claro) foi  pegar o seu caderninho de anotações. Estava doida para repetir a “SAGA” Ouro Preto… Quem não viu o post de Ouro Preto, dá uma olhadinha aqui no Blog, é o post anterior a esse…

-Ué, Juju, só duas folhinhas mínimas? – questionei, frustrada.

-Ah, mãe, eu esqueci de anotar!

-Como assim, esqueceu??? Começou a anotar e depois esqueceu?

-É porque eu tava fazendo outra coisa!

(Será que era comendo Chocolate Sensação?)

Bem, pra quem concorda comigo que as excursões são provavelmente as lembranças mais legais que temos da época da escola, seguem agora as poucas e breves anotações de Júlia, a mineirinha que madruga para não perder o trem!

SOBRE O CARAÇA

-Cheguei!!! Acabei de lanchar.

Estou em uma igreja, é muito bonita, e se chama Santuário do Caraça.

Tem pinturas magníficas e tem um órgão.

Vi um homem morto de verdade.

Estamos entrando na Catacumba.

(PAUSA: Nesse hora, leitor, pergunto à Júlia onde é a Catacumba do Caraça, pois como você já sabe, minha memória do local se resume a lobo-guará e Chocolate Sensação… “Num lugar lá” – foi a resposta esclarecedora que tive. Voltando…)

É diferente.

Vimos a história do Caraça.

Vimos um esquilo! Que fofo!!!!

Vimos uma fonte com peixes.

Vamos ver um vídeo.

Caraça = Cara Grande

Qualidade do Ar aqui é 100%

Vimos um lago magnifíco

(Leitor: Se continua, após ler esse post, sem saber patavinas sobre o Caraça, junte-se a mim e vamos devorar um pacote de Chocolate Sensação… Se preferir, consulte o Wikipedia…http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_do_Cara%C3%A7a)

Fotos:

Santuário do Caraça por PeterQQ2009, no Flickr

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Queridos leitores,

Nessa semana que antecedeu o carnaval, tive o prazer de participar da semana literária na escola infantil “Trilha da Criança”, localizada no Bairro Anchieta, aqui em BH.

Tenho muito carinho pela “Trilha”, já participei desse evento algumas vezes, quando tenho a oportunidade de entrar em contato direto com meu público (ou seja, os “pequerruchos”), trocar ideias com os pequenos e, é claro, colecionar mais um bocadinho de pérolas!

E lá fui eu conversar sobre os meus livros, que depois ficaram expostos para venda e “autógrafo” da autora (rs) no campinho da escola.

-Luiza, de onde surgiu a idéia de escrever esse livro?
-Luiza, escritor ganha dinheiro?
-Luiza, por que você não ilustrou seus livros?
-Luiza, quantos anos tem sua filha? (Eles ficam curiosíssimos ao ver a foto da minha filha Juju na última folha do livro “Menina de Três”, que escrevi quando Juju tinha 3 anos).

Então compartilho com vocês algumas pérolas desse encontro…

Estava eu conversando sobre o livro “Bagunçado ou Bem Guardado”, que é o preferido das crianças de lá, e resolvi perguntar quem da turminha era bagunceiro, até que um garotinho de 7 anos me explicou:

-Os pais acham que a gente tá fazendo bagunça no quarto, mas não é isso… A gente tá é criando cenários para as brincadeiras! =D

Teve outro garotinho, de 5 anos (uma fofura de olhos claros) que me contou que nasceu na Dinamarca (onde tem neve) e que passou as últimas férias por lá.

-Eu passei as férias em 3 lugares, Luiza! Na Dinamarca, em “Conceição”, e na roça da minha avó!
-Ah, é? – perguntei – E de qual deles você gostou mais?
-Da roça da minha avó!!! Lá tem cachorro!!! =D

Rimos muito do garotinho e, no fundo do meu coração, achei lindo, pois criança é assim mesmo: uma simplicidade sem tamanho, e nós, adultos, somos os bobos que reforçam a ideia de que tudo tem que ser MEGA, grande e importante!

Para complementar nossas risadas, a professora me contou que já teve um aluno que só passava as férias na França, porque o pai era de lá. Até que um dia, o menino a procurou para desabafar:

-Eu não queria ter um pai que nasceu na França, eu não quero ir para lá toda hora, eu gosto mesmo é de Guarapari! =D

E aproveitando o assunto “praia”, estava eu conversando com a linda Mariah, aluninha da Trilha, quando a mãe me contou uma pérola da filhota durante as férias:

Ao observar o mar por um tempo, Mariah pediu:
-Mãeee!!!! Desliga esse “branquinho”!!!!

O “branquinho nada mais era do que as ondas se quebrando constantemente nas areias da praia… =D

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Tá, eu tenho. Pronto, falei. Tenho medo de avião e trabalho com turismo. Fazer o quê? Mas é um medo administrado, digo, sempre recorro ao meu terço, ao sinal da cruz na decolagem e na aterrissagem, além de observar se há crianças na aeronave.

Voo com crianças me deixa mais tranquila, sempre deixou. Antes de acharem que sou louca, outro dia descobri que minha madrinha sente o mesmo. Sei lá, parece que tem uns anjinhos nos protegendo. Ok, o mais “normal” é as crianças procurarem proteção com os adultos, mas nos voos é o oposto. Ao menos para mim – e minha madrinha.

Esse voo BH/São Paulo foi à tarde, logo depois do almoço, com céu azul. Nenhuma cara de turbulência. Mas o bichinho tremeu, ôooo se tremeu!

Criança não faltou na aeronave, mas dessa vez, só dessa vez, ao invés de me protegerem, elas me fizeram rir. Rir de nervoso, claro.

-Tá caindo? – pergunta uma delas à avó do lado, como se fosse a coisa MAIS NATURAL DO MUNDO!
“Santo Deus!” – pensei, sem saber se ria ou chorava, enquanto a aeromoça pedia aos passageiros para apertarem os cintos FIRMEMENTE. Ok, apertar os cintos, mas que raio de FIRMEMENTE era aquele? Quase fiquei sem respirar.

– Por que tá acontecendo isso? – outra criança perguntou ao responsável.
– É que nem buraco na estrada! – foi a resposta que ela ouviu.

E dá-lhe menino gritando que nem em montanha russa: Hu huuuuuu! E dá-lhe menino assustado. E dá-lhe menino chorando…

-Eu quero a minha mãaaaaaaae…
-Sua mãe tá tentando dormir, menino!
-E eu TÔ TENTANDO VIVEEEEER!

Êta Belo Horizonte/São Paulo que custou a passar. 50 minutos duradouros, esses. Mas como os anjinhos são muito bons comigo, a gente aterrissou ao som de palmas e ‘hurras’!

-Graças a Deus!!!! – Gritou uma menininha, lá atrás – Chegamos em São Paulo!!!!!!
-É… – disse o pai – Agora só faltam dois voos! =D

Ao sair do avião, olhei para cima e rezei para que o céu de brigadeiro continue protegendo nossas lindas crianças…

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Júlia voltou de um city-tour por BH toda animada.
-Mãe, você esqueceu de colocar o caderninho de anotações na minha mochila.
-Então você conta como foi que a gente anota agora. Onde você foi?
-Péra aí, deixa eu pensar… Na estação de metrô.
-Qual o nome?
-Não lembro. Péra aí, tem Vila Oeste, Gameleira… (Tentando lembrar as estações)
-Vou colocar essas então, aí a gente põe “etc”
-NÃO!!!! Não pode colocar “etc” no relatório!
-E você lembra mais de alguma?
-Carlos Pratos!
-Prates!
-Quê?
-Carlos Prates, filha. E onde vocês foram mais?
-Deixa eu lembrar… Teve o restaurante da Zinha, Zica, alguma coisa assim. Eu repeti o coraçãozinho, tava bom. Mas não põe isso no relatório não!
-Ok… O que mais?
-A gente viu a Praça do Papa, tem aquela escultura, sabe, que representa o Deus que manda no homem, ou o homem que manda no Deus, sei lá… Você vai andando e enxerga um triângulo, tem que observar bem, sabe?
-Hum… – respondo, sem ter a mínima noção do que ela está falando.
-Teve a praça da Bandeira, mas a gente não desceu. Teve a Praça da Liberdade…
-Ok! – e eu escrevo “Vimos a Praça da Bandeira e a Praça da Liberdade…”
-NÃO, mãe!!!! A gente desceu na Praça da Liberdade!
-Então, filha… Vocês viram a Praça… Tá bom, tá bom, descemos na Praça…
-Isso. Deixa eu lembrar… Teve o aeroporto da Pampulha. A gente viu 2 aviões decolando e 1 helicóptero descendo, mas não era num heliponto. Ah, e o moço falou que teve um acidente lá, na barragem de vidro, que morreu um monte de pessoas, e que foi em mil novecentos e alguma coisa.
-Barragem de vidro? Como assim, barragem de vidro?
-Não sei, mãe, ele que falou…
Paro e penso como vou colocar isso no relatório. Não coloco. Falo só dos aviões e do helicóptero, assim é melhor.
-Ah, mãe, a gente lanchou no Museu de Artes, teve um cara lá que fez umas esculturas, uns desenhos, uns prédios, não sei, um negócio lá pra Pampulha, que ele foi contratado pra fazer, sabe?
“Será o Niemeyer?” – penso, com minha cabeça já dando nó, coitada.

Minutos depois, leio o relatório. Minha conclusão? A de que não conheço Belo Horizonte. Ou a de que minha filha mora em alguma outra cidade, lá no mundo das crianças de 8 anos.
Conclusão número 2? A importância de um caderninho. Nunca mais ando sem um na bolsa! 🙂

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