Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Luiza Meyer’

dora

 

Maia me visitou essa semana. Chegou como quem quer continuar sonhando, o ombro da mãe era seu travesseiro. Prima querida, a mãe da Maia. Da última vez que a vi, ela ainda não era mãe. Mas era querida.

Maia chegou cismada, sem saber quem morava naquela casa estranha. Ela não sabia das histórias que sua mãe e eu vivemos na infância e na adolescência. Ela não tinha ideia de que, por maior que seja a distância, há laços fortes, nós que não desatam, e que unem a nossa família.

Maia e eu somos família, mas ela ainda não sabe. O que ela sabe é brincar, pois sua mãe a ensinou. Ela não depende da televisão ou do celular. Na sua cabecinha de menina criativa, Maia constrói castelos com as rolhas de vinho que enfeitam a jarra da sala. Sua mente voa junto ao meu mini carrossel de lata, seu sorriso aparece ao brincar com a Shanti, minha chihuahua. Os inocentes se entendem, como diz minha madrinha.

Shanti entendeu a Maia, e ganhou pão de queijo. “Pão de queijo” é para a gente, Maia. A Shanti só como ração”.

Mas tadinha da Shanti. Ela quer pão de queijo.

A mãe da Maia, minha prima querida, tomou um golinho de suco na canequinha de plástico que eu havia reservado para a minha priminha que não conhecia. A mãe então insistiu com a filhota.

– Quer suco, Maia?

– Em outro copo. Não quero “misturar bocas”.

Essa é a Maia, a menina mais parecida com a Dora Aventureira que existe nesse mundo. Maia, desejo a você uma vida de aventuras, bem misturadinha com a gente.

Anúncios

Read Full Post »

camaraoAh, essa Betina… Menina esperta, feliz, do alto dos seus quatro anos de idade. Esse período dos 3 aos 5 anos é, para mim, o mais rico em pérolas produzidas pelas crianças. Quando Júlia, minha filha, completou seus três aninhos, uma inspiração súbita tomou conta de mim. Era como se o universo pedisse para que eu colocasse em palavras o que eu sentia ao interagir com minha filhota. Era realmente incrível.

Na minha opinião, três anos é a idade mais fofa, deliciosa e gostosinha do universo. É quando os pimpolhos começam a soltar aquelas frases que anotamos e que nos fazem lacrimejar quando separamos um tempinho para lê-las anos depois. Seja de emoção, seja das gargalhadas mesmo. Ou das duas coisas.

Pois a mãe da Betina caprichou na refeição. Fez um prato lindo, maravilhoso, daqueles de encher os olhos, cheio dos mais belos camarões.

Pois a menina Betina olhou, olhou, e o comentário simplesmente escapoliu da sua boquinha de Menina de Quatro:

Olha! Um almoço com “piupiu” de menino! =D

Read Full Post »

Amour Mere et Fille - PinterestExiste uma categoria de mães que eu adoro, e da qual fiz parte por muito tempo: as mães que anotam as “pérolas” dos filhos.

Gosto dessas mães porque elas estão criando tesouros para seus filhotes. Elas não podem nem imaginar como será gostoso quando eles, um pouquinho mais velhos, passarem a rir das tiradas engraçadas que diziam quando crianças.

Se não anotamos, essa linda fase se perde. Não há memória que resista, tudo acontece muito rápido. Por isso, mãe, se você ainda não pertence ao grupo das “registradoras de pérolas”, “colecionadoras de frases engraçadinhas”, não perca seu tempo, comece já. Vale anotar em caderninho velho, no computador, na agenda, só não vale perder.

Outro dia fiquei feliz porque recebi algumas dessas pérolas anotadas por minha querida prima Susane, mãe da Maia. Resolvi, então, fazer um back-up das frases da Maia nesse blog, para que elas também possam morar no mundo virtual.

Apresento a vocês… As pérolas da minha priminha MAIA!

 

  • Na praia, aos 2 anos e 9 meses:

– O mar está bravo agora! (A mãe comenta)

E Maia, intrigada, pergunta:

– Mas bravo com quem, mamãe?

 

  • Aos 3 anos e 2 meses, em sua escola Waldorf:

Maia pergunta à professora:

– Que horas são?

A professora pergunta de volta:

– Que horas são, Maia?

E a menina responde, toda feliz:

– 15 pra outra!

 

  • Aos 3 anos e meio, enrolando para almoçar:

– Mãe, essa colher tá “cega”, não consegue pegar a comida!

 

  • Ainda com 3 anos e meio:

– Filha, quero conversar contigo – diz a Susane, mãe da Maia.

– Quem é “tigo”? – Maia pergunta

– Filha, “contigo” é a mesma coisa que “com você”.

Instantes depois, a menina volta, chorando.

– Eu não sou “tigo”, eu sou “Maia”!

=)

Read Full Post »

Cristiano_RonaldoNeste mês de julho visitamos Portugal com a família, e Ayla foi conosco. Para quem não conhece, Ayla é minha sobrinha de 3 anos, uma peça rara e fofa que nos divertiu – e muito – durante a viagem.

Em nossas andanças, ganhamos várias máscaras de papel com o rosto do Cristiano Ronaldo, uma jogada de marketing de uma loja de esportes portuguesa. Claro, a Copa do Mundo mal tinha acabado, o clima de futebol imperava nas ruas, e Ayla ficou apaixonada pela tal da máscara.

Foi ótimo termos várias, pois uma era rasgada, a outra amolecia de baba, e assim íamos substituindo as máscaras, até que um dia ela solta a pérola. O tema da festa de 3 anos? Que Discovery Kids, que nada. O tema dela seria “Cristiano Ronaldo”!

Infelizmente Ayla mudou de ideia uns dias após chegar ao Brasil. De Cristiano Ronaldo, passou para “bailarina”. Tudo bem, vai. Mas confesso que estava LOUCA para presenciar a tal da comemoração com o tema do célebre atacante de Portugal.

Mas a bailarina também rendeu pérolas. Não se esqueçam que minha sobrinha tem 3 anos, e a fábrica de frases fofas e engraçadinhas atinge o ápice nessa idade.

Pois bem, não é que a danada, após perceber a professora arrumando o cabelinho das colegas antes da aula de balé, logo pediu à mãe: acho que você tem que comprar um coque pra mim!

Tadinha, o cabelo dela ainda é curtinho rsrsrsrs

Mas é muito linda. Te amo, Ayla!

Read Full Post »

AYLA.jpg

Ayla é minha sobrinha de 3 anos. Uma verdadeira e autêntica “Menina de 3”. Para quem não sabe, “Menina de 3” é o título do livro que publiquei pela editora Letras Brasileiras há mais de 10 anos. Quando o escrevi, minha filha Júlia tinha essa idade, época deliciosa de sua vida, cujas memórias guardo em um espaço especial no coração.

Hoje Júlia tem 16, e chegou a vez da Ayla. Ayla veio para colorir nosso mundo e, de quebra, incentivou-me a escrever aqui no blog de novo. Por isso, o post de hoje conta uma história engraçadinha dela.

Outro dia, ela desenhava a sua babá Beth na lousa branca que ganhou. Depois de um tempo, resolveu desmanchar o desenho com uma flanela.

Sua mãe, surpresa, exclamou:

–  Ayla, que dó! Você apagou a Beth, coitadinha!

E a Ayla, mas do que depressa, explicou, mostrando o que tinha nas mãos:

– Não, mamãe! Ela tá aqui, no paninho!!!! =)

Read Full Post »

-bolo_aniversario 5

Ontem foi um dia feliz. O Colégio Sagrado Coração de Maria aqui de BH (turma do segundo período) me convidou para um bate-papo na escola durante a feira do livro. Tive o prazer de conversar com uma alegre turminha de “meninos e meninas de 5” sobre o meu livro “Menina de 3”. Eles fizeram um projeto literário baseado no meu livro, e estavam de prontidão para me fazerem mil perguntas com um microfone colorido que as professoras Dani e Fernanda fizeram.

-Quanto tempo demora pra fazer um livro? Qual o seu próximo livro? Você estudou muito para escrever esse livro? A Menina de Três é sua filha? Quem fez os desenhos do seu livro?

Ah, delícia… Como é bom ter esse contato com as crianças. O parte dura foi ouvir de um aluninho, que ao ver minha foto na página final do livro,soltou essa pérola:

-Luiza, você ERA muito bonita!

=D

 

 

Read Full Post »

Arrumar a casa tem sempre seu lado bom, o de encontrar objetos perdidos, ou preciosidades como uma “coleção de pérolas” de coleguinhas da Juju, frases de 2011, que guardei e acabei não publicando neste blog!

Na ocasião, fui convidada para conversar com a Juju e seus coleguinhas sobre meus livros infantis (Se eu Fosse…, Bagunçado ou Bem Guardado? e Menina de Três). Pedi aos pais da criançada que me enviasse, naquele dia, frases engraçadinhas de seus filhos para que fossem publicadas no meu blog….

É isso aí, 4 anos depois, literalmente do “fundo do baú”, seguem algumas delas. Depois publico mais!

  • Quando Luísa Pessoa Rosa era bem pequena (mais ou menos 2 anos), ela adorava a cor vermelha. Tudo da Luísa era vermelho: roupas, arco de cabelo (tiara), bonecas… Se os pais falassem com ela que o nome dela era Luísa Rosa, ela logo reclamava: Não é não!!!! É Luísa “memelha”!!! (vermelha)
  • Quando Ivan Serva Lara tinha 3 anos, ele estava com a vó e queria mexer em alguma coisa. O problema foi que a avó não deixou, e logo Ivan protestou: Eu vou “compá” outra vó lá no “pomecado” (supermercado) e vou pagar com cartão de “inquédito” do papai!
  • Essa foi do Vinicius Miranda, lá pelos seus 4 anos. Seu irmão mais velho ia para a escola de transporte escolar, e o motorista se chamada “Seu Altino” (Sr.Altino). Quando chegou a vez do Vinícius usar o mesmo transporte, passou a chamar o motorista de “Meu Altino”! =D
  • E essa do Arthur Cunha Campos Duarte? Ele tinha uns 3 anos na época. Depois que sua avó lhe explicou que a gente não faz somente o que gosta, o rapazinho replicou: “Eu só faço o que eu gosto, o que eu não gosto eu não faço! No Brasil não tem regra, regra só existe no Japão!”

Ai, senhor!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Read Full Post »

Older Posts »